Benchmarking na China | Dia 13: último dia de palestras apresenta o PPI e o projeto de integração do São Francisco

No encerramento das palestras, os brasileiros apresentaram sua própria carteira de infraestrutura a parceiros chineses — do PPI ao PISF.
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O último dia de palestras da missão de Benchmarking Lavoro na China inverteu o sentido da troca. Em vez de conhecer soluções chinesas, a delegação apresentou projetos e programas de infraestrutura do Brasil, com foco em investimentos, parcerias público-privadas e segurança hídrica.

O PPI e a carteira de concessões brasileira

Manoel Renato Machado Filho, Secretário Adjunto de Infraestrutura Social e Urbana da Casa Civil, apresentou o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) — responsável por coordenar a carteira federal de concessões, privatizações e PPPs em setores estratégicos.

O escopo é amplo: rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias; petróleo, gás natural e geração e transmissão de energia; além de saneamento, habitação, educação e saúde.

Segundo os dados apresentados, entre 2016 e 2025 o programa contabilizou 414 projetos entregues ou em processo de entrega, representando investimentos de aproximadamente US$ 298 bilhões.

O PISF e a segurança hídrica do semiárido

Na sequência, Denilson Campello dos Santos, diretor do Departamento de Parcerias com o Setor Privado da Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), apresentou o Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias do Nordeste Setentrional (PISF).

O PISF é o maior projeto de infraestrutura hídrica voltado ao aumento da oferta de água na região mais seca do Brasil. Capta água do São Francisco e a transfere para bacias do Ceará, da Paraíba, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, organizado em dois eixos — Norte e Leste.

O contexto explica a escala da obra: o Nordeste concentra 28% da população brasileira e apenas 3% da disponibilidade de água do país.

Por que isso importa

Uma missão de benchmarking corre o risco de ser via de mão única — brasileiros observando o que a China construiu. O último dia corrigiu isso, e é o que dá sentido comercial ao restante da agenda.

Apresentar o PPI a parceiros chineses é apresentar uma carteira de projetos com estrutura de concessão definida. Apresentar o PISF é mostrar uma obra hídrica de porte comparável ao que os operadores chineses executam em casa. Nos dois casos, a delegação deixou de ser visitante e passou a ser contraparte.

É nesse ponto que o trabalho da CPNCBC se materializa: transformar o interesse técnico despertado nas visitas em conversa sobre projetos concretos, dos dois lados.

Próximos passos

Este é o último capítulo da série diária sobre o Benchmarking Internacional de Saneamento Ambiental na China, organizado pela Lavoro Solutions entre 12 e 26 de julho de 2026 e acompanhado pela CPNCBC. A Câmara agradece aos participantes e parceiros da missão e segue trabalhando nos desdobramentos dos contatos estabelecidos — empresas e órgãos interessados em cooperação com o mercado chinês podem procurar a CPNCBC.

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