CPNCBC se reúne com Joaquim Vong em Macau e dá novo passo na parceria com a MLEPA

A CPNCBC esteve em Macau para reencontrar Joaquim Vong, presidente da MLEPA, meses depois da primeira visita da delegação jurídica macaense ao Brasil.
blank

A CPNCBC esteve em Macau para um encontro com Joaquim Vong, presidente da Associação de Intercâmbio e Promoção Jurídica de Macau (MLEPA). A reunião marca a continuidade da aproximação iniciada meses antes, quando Vong veio ao Brasil pela primeira vez à frente de uma delegação jurídica de Macau e da China Continental.

O encontro consolidou a cooperação entre as duas entidades e reforçou a ponte institucional que a Câmara vem construindo entre Brasil, China e Macau no setor jurídico.

Do Brasil a Macau: a sequência de uma aproximação iniciada este ano

A primeira reunião entre a CPNCBC e a MLEPA aconteceu no Brasil, quando a Câmara recebeu a delegação jurídica de Macau e da China Continental liderada por Vong. Naquela ocasião, a comitiva reuniu advogados, árbitros e representantes institucionais das duas regiões, ao lado de Nelson Koiffman e Felipe Assis, da PK Advogados.

Desta vez, o movimento foi na direção oposta: a CPNCBC foi até Macau. A viagem transforma o que era um primeiro contato em relação de mão dupla — o tipo de continuidade que distingue uma parceria efetiva de uma reunião protocolar.

O que é a MLEPA

A MLEPA é uma associação dedicada a fortalecer as relações jurídicas entre a China e os países de língua portuguesa. Reúne cerca de 250 associados, entre eles 88 profissionais especializados — mais de 50 advogados habilitados a atuar na Grande Baía, 19 árbitros e 23 mediadores credenciados regionalmente.

Seu objetivo declarado é consolidar Macau como plataforma de serviços para a cooperação jurídica e comercial entre a China e o mundo lusófono, aproveitando a posição da região como ponto de encontro entre o sistema jurídico chinês e a tradição de direito de matriz portuguesa.

A passagem da MLEPA pelo Brasil

A visita institucional da MLEPA ao Brasil, em 2026, não se limitou ao encontro com a CPNCBC. Durante a estada em São Paulo, a associação assinou memorandos de entendimento com sete instituições brasileiras — entre elas o Ibrachina e o IBCJ —, abrangendo associações empresariais, escritórios de advocacia, faculdades de direito, arbitragem e mediação.

A agenda incluiu passagens pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, pela OAB/SP, pela Assembleia Legislativa e pela Faculdade de Direito da USP. A delegação também promoveu seu primeiro seminário jurídico no Brasil, ocasião em que foi formalizado um canal bilateral de serviços jurídicos batizado de “China Continental–Hengqin–Macau–Brasil”.

“O reencontro com o Dr. Joaquim Vong em Macau mostra que a aproximação iniciada no Brasil tem continuidade concreta. Cada passo desse tipo consolida a ponte de negócios entre Brasil, China e Macau”, afirma Julio Kawano, Diretor na Look Chemicals e Presidente da CPNCBC.

Por que isso importa

Segurança jurídica é parte explícita da missão da CPNCBC: impulsionar negócios bilaterais com acesso institucional e amparo legal. Uma relação direta com a entidade que organiza a advocacia macaense voltada aos países lusófonos dá lastro concreto a esse compromisso.

Macau ocupa uma posição particular nesse arranjo. É território chinês com sistema jurídico de matriz portuguesa e língua oficial em português — a combinação que faz da região um ponto de tradução natural entre empresas brasileiras e contrapartes chinesas. Para uma empresa brasileira que negocia na China, ter interlocução jurídica qualificada nesse ponto reduz atrito em contratos, arbitragem e resolução de disputas.

O setor jurídico também amplia o alcance multissetorial da Câmara. Diferentemente dos setores produtivos que a CPNCBC já cobre, ele atravessa todos os demais: nenhum projeto de infraestrutura, energia ou comércio bilateral avança sem estrutura contratual sólida.

Próximos passos

A CPNCBC segue desenvolvendo a parceria com a MLEPA, com a expectativa de que a aproximação se converta em iniciativas conjuntas de cooperação jurídica entre Brasil, China e Macau. Empresas interessadas em suporte institucional e jurídico para operar com o mercado chinês podem entrar em contato com a Câmara para conhecer o programa de Membership e o Softlanding.

Compartilhar:

Publicações relacionadas